O mototaxista Diego Mendes demonstrou que heroísmo vai além dos super-heróis, ele prestou um ato de humanidade que gerou grande impacto na vida do pequeno Davi Giovanni Guimarães. Na última sexta-feira (6), um acidente de ônibus na linha 476 culminou com o veículo tombando de um viaduto em São Cristóvão, no Rio de Janeiro. Entre as vítimas, o menino Davi, de apenas 8 anos, teve seu braço arrancado devido ao impacto da queda.
Justamente neste momento de desespero, Diego se encontrava no local do acidente. Ele não pensou duas vezes para ajudar a mãe e seu filho, colocando-os na garupa de sua moto e os levando rapidamente para o hospital mais próximo, o Quinta d’Or. A ação contribuiu substancialmente para que os médicos conseguissem reimplantar o braço de Davi a tempo.
O heroísmo não parou por aí. Diego retornou ao local do acidente e conseguiu resgatar o braço do menino que estava sendo preservado pelos bombeiros em uma caixa com gelo. Com astúcia e agilidade, ele levou o membro de volta ao hospital o mais rápido possível, facilitando mais uma vez, o trabalho da equipe médica.
Este ato exemplar de Diego foi mais tarde destacado pela Câmara Municipal do Rio de Janeiro. Ele recebeu uma moção que sublinhou sua atitude humanitária e explícita demonstração de desprendimento e amor ao próximo. Foi um movimento iniciado pelo presidente da Câmara Municipal, Carlo Caiado, e apoiado por mais 31 vereadores. Carlo proclamou Diego como um verdadeiro herói e um orgulho para a cidade do Rio.
Em uma sessão plenária, Diego recebeu uma ovação pelos vereadores. Em sua fala, o mototaxista e pai de duas filhas, contou detalhes do resgate. Naquele instante, ele disse que se viu no lugar da mãe de Davi. Recordou-se ainda que, mesmo com o trauma sofrido, Davi agradeceu por sua ajuda.
Com o exemplo de Diego, fica aqui a lembrança de que em circunstâncias de emergência, a empatia e a ação são as ferramentas mais valiosas que possuímos. Este é um conto de heroísmo, empatia e amor ao próximo em tempos de crises, mostrando que todos podemos fazer a diferença em nossas comunidades, contribuindo para uma sociedade mais solidária e humana.