O ex-presidente Fernando Collor de Mello voltou ao noticiário nacional após ser preso por decisão ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O político foi condenado em 2023 a uma pena de oito anos e dez meses de reclusão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Uma curiosidade de Collor é o envolvimento de automóveis em momentos de sua carreira política.
O mais conhecido é o da Fiat Elba, que acabou em culminou no impeachment de Collor. Na ocasião, a simpática perua registrada em nome da então primeira-dama Rosane Collor e adquirida com recursos suspeitos, tornou-se símbolo das denúncias de corrupção que abalaram o governo. O caso foi um dos elementos que ajudaram a impulsionar o processo político contra o presidente, que acabaria renunciando ao cargo.
Anos depois, o nome de Collor voltou a ser associado a veículos, desta vez de luxo, no contexto da Operação Lava Jato. Em 2015, a Polícia Federal apreendeu na residência do político, em Brasília, uma série de automóveis esportivos importados, pertencentes a uma empresa na qual Collor figurava como sócio.
Entre os modelos estavam uma Ferrari 458 Italia, uma Lamborghini Aventador Roadster e um Porsche Panamera. Na época, as autoridades investigavam a possibilidade de que esses veículos tivessem sido adquiridos com recursos provenientes de esquemas ilícitos. Os veículos foram avaliados em R$ 7 milhões na época.
O local também era um velho conhecido, a Casa Dinda, que foi citada durante o processo de impeachment de Collor porque a reforma dos jardins da mansão, orçada em US$ 2,5 milhões, teria sido paga com dinheiro de contas fantasmas controladas por PC Farias, o tesoureiro da campanha do ex-presidente.
Em 2022, a 3ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, em Porto Alegre, confirmou a condenação de Collor por uso indevido da cota parlamentar, determinando que o ex-presidente devolvesse dinheiro público usado para cobrir gastos com serviços como segurança, portaria, jardinagem e limpeza no imóvel.
Além dos modelos envolvidos em escândalos de corrupção, o ex-presidente revela ter gosto por carros exóticos e exclusivos. O registro da candidatura ao Senado nas Eleições de 2010 revelaram que Collor possuía uma coleção de carros de luxo. Entre os bens declarados no TSE estavam: BMW 760IA, Ferrari 612 Scaglietti, Toyota Land Cruiser, Mercedes-Benz E320 e um Cadillac SRX. Também havia Toyota Hilux, Citroën C6, Honda Accord e Hyundai Vera Cruz.
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